Martha Medeiros
Porque o sentido que vemos nas coisas grita dentro de nós, ecoa em nosso pensamento, mas muitas vezes se cala diante dos outros. Dayane Muhammad
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Para que serve uma relação?
Lendo a entrevista que o médico e escritor Drauzio Varela deu para a revista Marie Claire, encontrei a definição mais simples e exata sobre o sentido de mantermos uma relação: "uma relação tem que servir para tornar a vida dos dois mais fácil". Vou dar continuidade a esta afirmação porque o assunto é bom e merece ser desenvolvido. Algumas pessoas mantém relações para se sentirem integradas na sociedade, para provarem a si mesmas que são capazes de ser amadas, para evitar a solidão, por dinheiro ou por preguiça. Todos fadados à frustração. Uma relação tem que servir para você se sentir 100% à vontade com outra pessoa, à vontade para concordar com ela e discordar dela, para ter sexo sem não-me-toques ou para cair no sono logo após o jantar, pregado. Uma relação tem que servir para você ter com quem ir ao cinema de mãos dadas, para ter alguém que instale o som novo enquanto você prepara uma omelete, para ter alguém com quem viajar para um país distante, para ter alguém com quem ficar em silêncio sem que nenhum dos dois se incomode com isso. Uma relação tem que servir para, às vezes, estimular você a se produzir, e, quase sempre, estimular você a ser do jeito que é, de cara lavada e bonita a seu modo. Uma relação tem que servir para um e outro se sentirem amparados nas suas inquietações, para ensinar a confiar, a respeitar as diferenças que há entre as pessoas, e deve servir para fazer os dois se divertirem demais, mesmo em casa, principalmente em casa. Uma relação tem que servir para cobrir as despesas um do outro num momento de aperto, e cobrir as dores um do outro num momento de melancolia, e cobrirem o corpo um do outro quando o cobertor cair. Uma relação tem que servir para um acompanhar o outro no médico, para um perdoar as fraquezas do outro, para um abrir a garrafa de vinho e para o outro abrir o jogo, e para os dois abrirem-se para o mundo, cientes de que o mundo não se resume aos dois.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele faça aquela cara de dengoso e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes . Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez, ele volte. Ou não.
(desconheço o autor)
quinta-feira, 14 de março de 2013
Grandes e pequenas mulheres
Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.
Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.
Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.
Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.
Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.
Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.
Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.
Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.
Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.
Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.
Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.
Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.
Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.
Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.
Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.
Martha Medeiros
quarta-feira, 13 de março de 2013
Medo de se apaixonar
Você tem medo de se apaixonar. Medo de sofrer o que não
está acostumada. Medo de se conhecer e esquecer
outra vez. Medo de sacrificar a amizade. Medo de perder a
vontade de trabalhar, de aguardar que alguma coisa mude de repente, de alterar
o trajeto para apressar encontros. Medo se o telefone toca, se o telefone não
toca. Medo da curiosidade, de ouvir o nome dele em qualquer
conversa. Medo de inventar desculpa para se ver
livre do medo. Medo de se sentir observada em excesso, de
descobrir que a nudez ainda é pouca perto de um olhar insistente. Não suportar
ser olhada com esmero e devoção. Nem os anjos, nem Deus aguentam uma reza por
mais de duas horas. Medo de ser engolida como se fosse líquido, de ser beijada
como se fosse líquen, de ser tragada como se fosse leve. Você tem medo de se
apaixonar por si mesma logo agora que tinha desistido de sua vida. Medo de
enfrentar a infância, o seio que criou para aquecer as mãos quando criança,
medo de ser a última a vir para a mesa, a última a voltar da rua, a última a
chorar. Você tem medo de se apaixonar e
não prever o que pode sumir, o que pode desaparecer. Medo de se roubar para
dar a ele, de ser roubada e pedir de volta. Medo de que ele seja um canalha,
medo de que seja um poeta, medo de que seja amoroso, medo de que seja um
pilantra, incerta do que realmente quer, talvez todos em um único homem, todos
um pouco por dia. Medo do imprevisível
que foi planejado. Medo de que ele morda os lábios e prove o seu sangue. Você tem medo de oferecer o lado mais fraco
do corpo. O corpo mais lado da fraqueza. Medo de que ele seja o homem certo
na hora errada, a hora certa para o homem errado. Medo de se ultrapassar e se
esperar por anos, até que você antes disso e você depois disso possam se
coincidir novamente. Medo de largar o tédio, afinal você e o tédio enfim se
entendiam. Medo de que ele inspire a violência da posse, a violência do
egoísmo, que não queira repartir ele com mais ninguém, nem com seu passado. Medo de que não queira se repartir com mais
ninguém, além dele. Medo de que ele
seja melhor do que suas respostas, pior do que as suas dúvidas. Medo de que
ele não seja vulgar para escorraçar mas deliciosamente rude para chamar, que
ele se vire para não dormir, que ele se acorde ao escutar sua voz. Medo de ser
sugada como se fosse pólen, soprada como se fosse brasa, recolhida como se
fosse paz. Medo de ser destruída, aniquilada, devastada e não reclamar da
beleza das ruínas. Medo de ser
antecipada e ficar sem ter o que dizer. Medo de não ser interessante o
suficiente para prender sua atenção. Medo da independência dele, de sua
algazarra, de sua facilidade em fazer amigas. Medo de que ele não precise de
você. Medo de ser uma brincadeira dele quando fala sério ou que banque o sério
quando faz uma brincadeira. Medo do cheiro dos travesseiros. Medo do cheiro das
roupas. Medo do cheiro nos cabelos. Medo de não respirar sem recuar. Medo de
que o medo de entrar no medo seja maior do que o medo de sair do medo. Medo de
não ser convincente na cama, persuasiva no silêncio, carente no fôlego. Medo de
que a alegria seja apreensão, de que o contentamento seja ansiedade. Medo de
não soltar as pernas das pernas dele. Medo de soltar as pernas das pernas dele.
Medo de convidá-lo a entrar, medo de deixá-lo ir. Medo da vergonha que vem junto da sinceridade. Medo da perfeição
que não interessa. Medo de machucar, ferir, agredir para não ser machucada,
ferida, agredida. Medo de estragar a felicidade por não merecê-la. Medo de não
mastigar a felicidade por respeito. Medo de passar pela felicidade sem
reconhecê-la. Medo do cansaço de parecer inteligente quando não há o que
opinar. Medo de interromper o que recém iniciou, de começar o que terminou.
Medo de faltar as aulas e mentir como foram. Medo do aniversário sem ele por
perto, dos bares e das baladas sem ele por perto, do convívio sem alguém para
se mostrar. Medo de enlouquecer sozinha. Não há nada mais triste do que
enlouquecer sozinha. Você tem medo de já estar apaixonada.
— Fabrício Carpinejar.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Game over
Eu sou aquela pessoa que sabe
muito bem o que quer e exatamente o que fazer pra chegar lá. A que não desiste
fácil, a justa, que vai falar a verdade e ser transparente por não suportar
mentira. A que vai preferir te magoar usando a sinceridade do que alimentar uma
falsa esperança.
A
intensa, a que não sabe se envolver pela metade, eu quero tudo ou eu prefiro
ter nada. Ou me quer e vem ou não quer e não vem. A que sabe que o interessado
de verdade dá um jeito e assim faz, que não inventa desculpa quando quer mesmo
alguma coisa. Aquela que confia nas tuas palavras e não é neurótica, que sabe
que se algo acontecer o tempo trás a tona, não se preocupa à toa com o que não
é controlável, e nada nessa vida é.
Eu
não me sinto dona de ninguém, não me dou o direito de cercear tua liberdade,
mas peço respeito. Acima de tudo. Não suporto falsas esperanças, desculpas
esfarrapadas não estão entre minhas coisas favoritas de serem ouvidas, e se
isso acontecer pode ter certeza que você não me verá mais na sua frente nem me
terá na sua vida. É, eu não tenho paciência pra esse tipo de coisa mais.
Quero
aquele que tem coragem, que não vive pensando ‘é muito cedo, eu tenho tanto pra
aproveitar’, não sabendo o que a vida nos reserva pro dia seguinte. Quero poder
dizer ‘Vem comigo pra Noruega amanhã?’ e ouvir que sim, que vai, sem rodeios e
com verdade. Não quero que me diga pra ir com calma, quero que me dê a mão e a
gente ande junto, torça um pelo outro e queira realmente que isso seja lindo.
Não
sou aquela que vai correr atrás de ti, e sim a que vai te dar valor enquanto te
tem do lado, desde que você realmente mereça isso e faça o mesmo. Sou
recíproca. Não espero de ti nada que tu não possa me oferecer. Se acabou é
ponto final, sem remember. Não volto atrás e não é orgulho, é por ter aprendido
que uma relação sem confiança não leva nunca a lugar algum e não merece uma
segunda chance, consertar relacionamentos fadados ao fracasso não é o que me
agrada.
Se
me magoar, ignoro, não mando mensagem, não respondo, e não sinto remorso algum
por isso. Se está nesse nível por nada não terá sido. Sofro bastante, me permito
isso, choro sim, mas não fico procurando explicações quando a falta de respeito
é tanta. Sumo. Você não me verá mais, não terá notícias de mim, talvez a gente
se esbarre esporadicamente em algum lugar em comum, mas nunca propositalmente.
Não gosto de reviver drama e mexer na ferida. Game over pra mim é que nem no
vídeo game que você tanto gosta, tua chance já passou, tu gastou tuas vidas e
morreu na minha, bom, felizmente a
chance de jogar novamente existe, mas agora só com outra pessoa.
D.M
sábado, 16 de fevereiro de 2013
As pessoas não são iguais, mas talvez eu esteja tão na merda que todas as pessoas se pareçam iguais.
É como se eu vivesse no “dia da marmota”, mesmas mulheres, mesmos joguinhos, mesmas carências, mesmas expectativas, mas pessoas diferentes.
Estou com preguiça das pessoas, é isso. Preguiça de confiar, de me dedicar, de ouvir os seus sonhos… Mas longe de estar desacreditado, só estou quieto e sereno o suficiente para deixar os meus sonhos ecoarem no único lugar que realmente me entende.
E assim me vejo como num deserto, com toda liberdade do mundo, mas sem muitas opções.
Frederico Elboni
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Te quero. Não sei se pra sempre, agora ou depois, mas eu quero você. Quero você de um jeito que só eu posso querer, ou pelo menos de um jeito que só eu acho que posso querer. Não vou te implorar pra ficar comigo, não vou te falar nada além de: “fique comigo se você quiser, pois eu quero.” Isso já diz tudo, sem muitas palavras, sem muito romantismo, quero você simplesmente por querer alguém com fibra ao meu lado, que tenha garra o suficiente para crescer e andar comigo, não a frente, não atrás, e sim ao meu lado.
Frederico Elboni
domingo, 20 de janeiro de 2013
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O amor que eu prego, em tudo que ele significa
Resolvi escrever sobre o amor, e ao fim gostei de ler o que nem mesmo eu tive a oportunidade de por em prática ainda. Fica aí, uma reflexão do que vem a ser ''amar'' e ''amor'', em seus amplos significados:
O amor que prego, em tudo que ele significa
Felizmente não adianta… mudam-se as tecnologias, os conceitos dos quais vivemos, os valores que justificam nossas vidas, e a forma que vivemos em sociedade, muda-se também o preço do pão francês, as notícias nos jornais, as capas das grandes revistas, as caras das dez mulheres mais bonitas do mundo, muda-se. Mudam-se as cores do inverno, a forma de vestir, muda-se o que se veste, mudando a quem éramos, mudam-se os sorrisos das pessoas e principalmente o corte de cabelo. Mudam-se os sonhos, o clima do planeta, a decoração das casas, muda-se de número de telefone, de casa, de escola, de rua, de país, de vida... Até o que esperamos de nós mesmos muda, e como muda! O tempo todo, tudo muda. Somente uma coisa não muda, não mudará. Nunca ficará velho ou muito menos ultrapassado. Quer saber? Eu acho ''amar'' o sentimento mais eterno que existe. Não há nada mais transgressor, mais moderno, mais antigo e também ousado que isso. Nesse tempo onde nós mal temos tempo, amar virou sentimento de gente corajosa. É preciso ter muito peito e jogo de cintura para seguir o que temos de mais criativo, nosso sentimental coração. É o amor que nos faz ver o mundo de um jeito melhor, belo… é esse mesmo amor que nos traz o valor exato das coisas simples. E eu não falo de estar apaixonado, de se derreter ou sofrer por alguém. Falo de amor próprio, de amor por quem você encontra na frente do espelho e não pode ver por completo, amor por aquilo que representa uma incógnita, a mais bela delas. Você não precisa necessariamente amar alguém, o amor é democrático. Você pode e deve se amar e ao mesmo tempo amar alguém… a melhor combinação! E claro, amar também um projeto de vida, um trabalho, um sonho (ou milhares deles), amar a vida e principalmente amar o amor, por tudo que ele é. Todo amor vale a pena, e tudo vale a pena quando a alma não é pequena. Se esconder atrás das tecnologias e de um falso liberalismo pra camuflar seus medos não dá em nada, não leva adiante. Não engane seus desejos. No fundo todo mundo quer mais é se apaixonar! É mentira minha? Eu duvido. Todos nós queremos amar, todos nós queremos encontrar alguém especial, todos nós queremos nos livrar do medo que nos impede de andar de mãos dadas e saber que alguém lhe quer e quando precisar este mesmo ali estará. Sempre digo que o bom amor é feito de uma boa amizade, simples assim. É muito além de ser o namorado de alguém, devo ser amigo além e sobre todas as coisas, daqueles que se contam tudo e compartem o que incomoda ou agrada. Amigo-Namorado em todos os sentidos da palavra. Há quem prefira o morno, o ‘’express’’, relacionamentos superficiais com noites vazias. (horas cheias de prazer sexual, que logo terminam). Qualquer relacionamento terá seus contra tempos, seus problemas e suas crises, mas sem tomar a iniciativa por receios se perde o êxtase. Todos nós temos um leve romantismo escondido, um desejo real pelo amor, uma necessidade de amar e ser amado sem a qual a vida não teria graça. Não haveria tantos poetas, canções bonitas e insônia por aí. Há uma música do grupo Jota Quest que diz: “Será que amar é mesmo tudo”? Na época eu não saberia responder. Mas, hoje, cheguei a uma breve conclusão: Não, amar não é tudo, é quase tudo… amar é o começo, o primeiro parágrafo, o ponto de partida para tudo que se quer fazer bem, é a primeira nota. É o que canta e encanta. Amar é o que nos faz falar, é o que nos faz acordar e partir para a cotidiana batalha mesmo quando tristes, é o que nos faz dizer “bom dia” com o sorriso mais livre do mundo, é o que nos faz querer viver, viver e viver. Não pensem que amor é a solução para os nossos problemas, jamais. Amor não é solução, amor é prêmio. Recompensa feliz para quem afinal de contas, conseguiu manter-se fiel a si mesmo. Por isso, em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação digo que amar em tudo o que isso significa é o exercício mais radical que podemos fazer. Com certeza absoluta, o coração, a alma e a mente devem ser infinitamente gratos quando amamos. Em tudo que ele significa! Ame, sobre todas as coisas.
William Schweickardt
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