segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ainda


“Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas... E olhe agora. Nem conversamos mais”. É. Li essa frase e me veio tanta coisa na cabeça. Quanta gente perde alguém assim na vida, e, na grande maioria das vezes nem motivo de verdade tem. As pessoas se perdem. Elas permitem que isso aconteça. Elas alimentam a distância com seus medos, com seus “deixa pra lá”, ou “outra hora eu falo”. Os dias passam e não se fala, se cala.
Os assuntos vão sendo deixados de lado. As conversas que existiam todos os dias passam a ser raríssimas, isso quando não se tornam inexistentes. A intimidade que foi conquistada vai perdendo espaço até chegar ao ponto em que parecem dois estranhos que nunca se viram antes.
            Mas você conhece ela como ninguém. Sabe se ela está preocupada, se ela está com algum problema. Sabe o que a faz feliz, conhece o jeito dela sorrir. Você percebe quando ele está tenso, quando não quer falar sobre alguma coisa. Quando está com medo, quando finge não ver mas não pára de olhar.
            Ambos enxergam o que o outro sente. Evitam se olhar nos olhos. Evitam se falar. Evitam qualquer tipo de contato mesmo que distante, pois sabem que pode machucar. Ela não sabia que sentiria falta, ele não sabia que doeria tanto. Eles não sabiam que não iam se esquecer, mesmo com o tempo, mesmo com a distância, eles sabem que ainda existem um pro outro.

D.M.

2 comentários:

noimar disse...

Parabéns denovoooo, belo texto Daiane

Dayane Muhammad disse...

Muito obrigada Noimar :D